Alerta em Angélica: Monitoramento por Ovitrampas aponta alta infestação do Aedes aegypti na primeira quinzena de fevereiro

ASSESSORIA


Mapa de Angélica

A Prefeitura Municipal de Angélica, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do setor de Vigilância Epidemiológica, divulgou o mapa atualizado da primeira quinzena de fevereiro, referente à 6ª semana epidemiológica de 2026. Os dados acendem um importante sinal de alerta: o Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) atingiu 77% no município.

O levantamento faz parte do trabalho contínuo de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

O que dizem os números

Ao todo, foram coletados 2.474 ovos nas armadilhas instaladas estrategicamente em diversos pontos da cidade. O IPO de 77% significa que, a cada 10 armadilhas monitoradas, quase 8 apresentaram presença de ovos do mosquito, evidenciando ampla circulação do vetor.

O mapa de calor elaborado pela Vigilância Epidemiológica destaca áreas críticas marcadas em vermelho e laranja, onde a quantidade de ovos por armadilha ultrapassou 50 unidades, chegando a mais de 100 em determinadas regiões. Esses locais são considerados de alto risco para a transmissão de arboviroses e passam a ser prioridade nas ações de bloqueio e controle.

Mapa do Distrito de Ipezal também preocupa

O mapa específico do distrito de Ipezal, igualmente atualizado na primeira quinzena de fevereiro, aponta presença significativa de ovos em armadilhas instaladas na localidade, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte dos moradores.

A Vigilância destaca que o monitoramento por ovitrampas é uma ferramenta estratégica que permite identificar com precisão onde o mosquito está se reproduzindo, direcionando as equipes para ações mais rápidas e eficazes.

Ações de bloqueio e prevenção

Diante do cenário, as equipes de saúde intensificaram:

Visitas domiciliares;

Bloqueios químicos quando necessários;

Orientações educativas à população;

Vistorias em terrenos baldios e pontos estratégicos.

“O mapa nos mostra exatamente onde o mosquito está ganhando terreno. O alto índice de positividade é reflexo direto do acúmulo de água parada em quintais e terrenos”, reforçam os profissionais da Vigilância Entomológica.

Com o período de chuvas e as altas temperaturas típicas de fevereiro, o ambiente torna-se ainda mais favorável à proliferação do mosquito. Por isso, a Prefeitura reforça que a colaboração da população é fundamental.

A orientação é simples: dedicar pelo menos 10 minutos por semana para vistoriar o imóvel, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água, como pratos de vasos, pneus, garrafas, calhas entupidas e caixas d’água destampadas.

O combate ao mosquito é uma responsabilidade coletiva. A prevenção começa dentro de casa e pode salvar vidas.

Mapa Distrito de Ipezal