Suspeito de queimar duas crianças é morto a tiros

CAMPO GRANDE NEWS


O homem suspeito de incendiar uma residência com duas crianças dentro, em Sidrolândia, foi morto após trocar tiros com equipe policial do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), na madrugada desta quarta-feira (24/01).

A criança mais velha, de 10 anos, teve 70% do corpo queimado e ainda há a suspeita de que foi estuprada.

Segundo informações apuradas pela reportagem do Campo Grande News, o Garras estava na cidade justamente para cumprir um mandado de prisão contra o suspeito, Lucas Cáceres Kempener, de 24 anos. Ele foi abordado quando estava em uma oficina mecânica, na Rua Aquidauana, e, segundo a polícia, reagiu com tiros.

Segundo o portal Babalizando MS, os policiais revidaram e atingiram Lucas Cáceres, que chegou a ser socorrido e levado ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A polícia aguarda a perícia no local dos fatos.

Segundo a mãe das meninas, ela saiu para o trabalho na quinta-feira (07/12/23), por volta das 23h, horário que começa o expediente em unidade de indústria de alimentos, e deixou as crianças em casa, assistindo televisão. O incêncio aconteceu na madrugada do dia seguinte (08/12/2023).

A mãe também relatou à imprensa que a casa está equipada com câmeras de segurança, operando via Wi-Fie que monitorava as crianças por meio dessas câmeras e até às 00h20, não observou nada anormal. Somente à 1h10, ela recebeu a notícia por meio de vizinhos.

Ao entrar na casa, o vizinho encontrou a menina de 3 anos na cama, e a mais velha no sofá, as duas com os corpos em chamas. A de 10 anos ainda tinha graves ferimentos na cabeça. Durante esse período, a energia da casa foi desligada, e as câmeras não registraram quem ateou fogo.

A Polícia Civil ainda investiga se a criança de 10 anos que teve 70% do corpo queimado foi estuprada. A suspeita do abuso foi levantada por médico da Santa Casa onde ela e a irmã de 3 anos estão internadas. Foi colhido material genético da menina.As crianças estão internadas na Santa Casa de Campo Grande e não têm previsão de alta hospitalar.

A mãe das crianças relatou que namorou com o suspeito por três meses e que ele não aceitava o término do relacionamento.