Angélica acumula 444,8 mm de chuva em dois meses e previsão indica trimestre de instabilidade em MS

Volume registrado supera em 81% a média histórica de setembro e outubro; previsão aponta possibilidade de mais chuva, calor intenso e tempestades nos próximos meses.

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Foto: Angélica Notícias

Angélica acumulou 444,8 milímetros de chuva entre setembro e 28 de outubro de 2026, segundo dados da estação meteorológica S701, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC). O volume é aproximadamente 81% superior à soma das médias históricas dos dois períodos, que totalizam 246,2 milímetros.

Em setembro, foram registrados 128,2 mm, cerca de 21% acima da média histórica de 105,9 mm. Já outubro, considerando o período de 1º a 28, acumulou 316,6 mm, superando em aproximadamente 126% a média histórica mensal de 140,3 mm.

Previsão aponta mais chuva e temperaturas elevadas

O boletim climático do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC/SEMADESC), para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, indica maior probabilidade de chuvas acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, especialmente nas regiões Sul e Centro-Sul.

A previsão também aponta temperaturas acima da média, com possibilidade de episódios de calor intenso. A combinação entre aquecimento diurno e aumento da umidade atmosférica pode favorecer a formação de tempestades com chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e, pontualmente, queda de granizo.

As projeções dos modelos climáticos da NOAA/CPC, divulgadas em outubro, indicam 100% de probabilidade de permanência do El Niño no trimestre, com aproximadamente 96% de chance de intensidade muito forte. Segundo o boletim, o fenômeno pode influenciar os padrões atmosféricos, mas seus efeitos dependem da interação com outros sistemas meteorológicos.

O CEMTEC ressalta que a tendência de chuva acima da média não significa precipitação contínua. Podem ocorrer períodos de estiagem entre episódios de chuva, além de diferenças significativas nos volumes registrados entre municípios.

Defesa Civil reforça a importância da prevenção

O cenário previsto exige atenção para possíveis enxurradas, quedas de árvores, destelhamentos e danos à infraestrutura urbana e rural. Por isso, o acompanhamento das atualizações meteorológicas e dos avisos oficiais é fundamental para antecipar situações de risco.

A população deve redobrar os cuidados durante temporais, evitando áreas abertas, locais próximos a árvores e estruturas vulneráveis, além de manter distância de fios elétricos caídos.

Apesar da tendência de maior precipitação, o boletim também aponta a necessidade de monitoramento do perigo de fogo. Enquanto grande parte do Estado aparece nas categorias de baixa probabilidade e observação, áreas do Pantanal permanecem em nível de alerta.

Para Angélica, os volumes já registrados demonstram um período chuvoso expressivo. Entretanto, a previsão trimestral não permite determinar antecipadamente os dias, os locais ou os acumulados exatos de futuros temporais. O acompanhamento das previsões de curto prazo continuará sendo essencial nos próximos meses.

Fontes: Estação Meteorológica da SEMADESC – S701; CEMTEC/SEMADESC; NOAA/CPC; CEMADEN.