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Super El Niño atinge recorde histórico em outubro com anomalia de 2,47 °C e preocupa especialistas
Fenômeno climático está entre os mais intensos já registrados e pode provocar alterações significativas nos padrões de chuva e temperatura no Brasil
IVI NOTíCIAS/JORNAL DA NOVA

O Super El Niño de 2026 atingiu um novo recorde histórico em outubro, com uma anomalia de temperatura de 2,47 °C na região central do Oceano Pacífico Equatorial. O índice é o maior já registrado para o mês de outubro e coloca o fenômeno entre os mais intensos das últimas décadas.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em boletim publicado na terça-feira (3). Na região conhecida como Niño 3, que exerce grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia mensal chegou a 3,56 °C acima da média.
Na última semana de outubro, o aquecimento também apresentou números históricos. A anomalia semanal na região Niño 3.4 alcançou 2,5 °C, enquanto na região Niño 3 chegou a 3,7 °C, superando o recorde anterior, de 3,6 °C, registrado em dezembro de 1982.
O cenário atual apresenta semelhanças com o El Niño de 1982, considerado um dos mais intensos já observados. Naquele ano, a anomalia registrada em outubro foi de 2,07 °C.
Efeitos no clima brasileiro
O aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico altera a circulação atmosférica e interfere diretamente nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
No Brasil, os efeitos podem variar conforme a região. O fenômeno favorece períodos de chuvas intensas em algumas áreas, enquanto outras podem enfrentar temperaturas elevadas, estiagem e aumento do risco de incêndios florestais.
As condições também podem contribuir para a ocorrência de eventos extremos, como temporais, alagamentos e ondas de calor.
De acordo com o Inmet, o El Niño começou a se configurar em junho de 2026 e apresentou rápida intensificação nos meses seguintes. A Organização Meteorológica Mundial considera que o episódio tem potencial para se tornar um dos maiores já registrados.
Riscos à saúde e à população
Além das alterações climáticas, a intensificação do fenômeno pode agravar problemas relacionados à saúde pública e à segurança alimentar.
O aumento das temperaturas favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, especialmente em ambientes quentes e úmidos.
O calor extremo também amplia os riscos de desidratação e pode comprometer a produção de alimentos, principalmente em regiões afetadas pela falta de chuva.
O acompanhamento das próximas semanas será fundamental para avaliar a evolução do fenômeno e dimensionar seus impactos sobre o território brasileiro. *Com informações da CNN.






